NeoTec_edu

Encontro sobre Podcasts: 8 e 9 Julho de 2009, Universidade do Minho

Março 28, 2009 · Deixe um comentário

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Realiza-se nos dias 8 e 9 Julho de 2009, na Universidade do Minho, o Encontro sobre Podcasts.

O objectivo do encontro reside na formação, partilha e discussão sobre a utilização desta ferramenta nos diferentes níveis e modalidades de ensino: do jardim de infância ao ensino universitário, em regime presencial e a distância.

A submissão de comunicações ou posters, em texto integral, deve ser feita até 17 de Abril de 2009.

Consultar mais informações em:
http://www.iep.uminho.pt/encontro.podcast/
http://encontropodcast.wordpress.com/
E-mail: podcast@iep.uminho.pt

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Encontro sobre Web 2.0

Março 13, 2008 · Deixe um comentário

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Irá realizar-se no dia 10 de Outubro de 2008, na Universidade do Minho, o Encontro sobre web 2.0.

O evento promove diversas conferências e workshops sobre as implicações da web 2.0 no processo de ensino e aprendizagem, constituindo uma oportunidade para quem pretende iniciar ou aprofundar a utilização das ferramentas da web 2.0, tais como os blogues, os wikis, os podcasts, o youtube, entre outros.

Para mais informações, consulte aqui a página do encontro.

by Romana Maciel

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De volta!

Dezembro 7, 2007 · Deixe um comentário

Já se passaram alguns meses desde o último post, é verdade… O mestrado terminou (a parte curricular, o melhor ainda está para vir!), vieram as férias, bem merecidas e bem passadas na bela vila de Cerveira e o começo deste ano lectivo foi duro… enfim, tudo boas razões (ou desculpas, se preferirem) para justificar o meu silêncio aqui no blogue.

Mas, o importante é que estou de volta e prometo retomar em força com os nossos assuntos sobre a utilização das TIC na educação. Antes disso, quero partilhar uma descoberta magnífica: o NeoTec_edu é um blogue para génios!!! quem o diz é o site Blog Readability Test, que avalia supostamente o nível de leitura ou de educação necessário à compreensão dos posts. Apesar de duvidoso… aqui fica a certificação da genialidade deste blogue :-)

This Blog is at a Genius Reading Level.

By Romana Maciel

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Avaliação On-line: ferramentas Web 2.0

Julho 19, 2007 · Deixe um comentário

A avaliação on-line, que ocorre contextualizada na modalidade do elearning, supõe o recurso aos serviços e ferramentas avaliativas disponíveis na Web, que permitem obter o feedback dos conhecimentos transferidos e, desse modo, proceder a eventuais reajustamentos do processo educativo/formativo.

Por outro lado, também os alunos/formandos dispõem da possibilidade de efectuar a auto-avaliação em qualquer momento do seu percurso, dado que o acesso à avaliação é imediato.

Mapear conceitos é uma estratégia que permite ao aluno/formando (re)organizar ideias e conceitos através de mapas, possibilitando ao professor/formador proceder à avaliação de forma eficaz, dado que esses mapas reflectem a estrutura cognitiva dos seus autores, e podem inclusivamente servir para diagnosticar problemas cognitivos.

O Cmap Tools é uma ferramenta que permite construir, navegar, partilhar e reflectir criticamente sobre os modelos de representação do conhecimento, através da elaboração de mapas conceptuais. Para fazer o download, clique na imagem.

header_download.gifheader_download.gifComo referido no post anterior, os testes objectivos constituem-se como suporte à avaliação. Entendo que a sua utilização em contexto educativo/formativo é de salutar, desde que integrada numa avaliação contínua. Nesse sentido, considero importante frisar que a utilização de testes objectivos deve ocorrer contextualizada no próprio processo de aprendizagem, atendendo aos objectivos pre-definidos e às características dos aprendizes.

Por outro lado, a utilização de testes objectivos deve ser perspectivada no âmbito da avaliação somativa, mas sobretudo na avaliação diagnóstica e formativa, constituindo excelentes formas de auto-avaliação.

O Hot Potatoes é uma ferramenta muito útil para a construção de actividades de  aprendizagem on line, incluindo testes de escolha múltipla, palavras-cruzadas, testes de correspondência, entre outros. Para visualizar alguns exemplos de actividades elaboradas na ferramenta Hot Potatoes, clique aqui. Para fazer o download, seleccione a imagem.

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Apesar da facilidade de construção, aconselho a leitura prévia do tutorial. Bom trabalho…

By Romana Maciel

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Avaliação On-line

Julho 6, 2007 · 2 Comentários

A educação a distância (EaD) tem vindo a ganhar relevância no contexto da crescente e vertiginosa capilarização da Internet, o que reforça a polémica em torno da questão da avaliação (Otsuka & Rocha, 2002), cujo conceito constitui provavelmente o maior “calcanhar de Aquiles” no contexto da formação, inclusive a realizada à distância (Menezes, 2004).

A avaliação a distância, mediada por computador e baseada nos serviços da Internet, é designada por avaliação on-line. Este tipo de avaliação enfrenta diversos obstáculos, mas apresenta igualmente múltiplas vantagens e potencialidades, sendo objecto de duas linhas de investigação que visam precisamente, por um lado, a diminuição das suas restrições e, por outro, a exploração das suas vantagens.

Uma dessas linhas de investigação consiste no suporte à avaliação baseada em testes objectivos, que apresentam a vantagem de proporcionar um feedback imediato, além da rapidez e facilidade da aplicação. Deste modo, os testes objectivos comportam questionários personalizados de acordo com os objectivos predefinidos pelo professor/formador (Brusilovsky & Miller, 1999 in Otsuka & Rocha, 2002) e ainda “o desenvolvimento de questões adaptativas, de acordo com a análise do conhecimento do aluno em diferentes conceitos e tópicos, representado pelo modelo do aluno” (Karagiannidis et al., 2001: 2)

A avaliação é actualmente concebida como um processo que supõe um compromisso com a aprendizagem e a produção do conhecimento, no decurso do acto interrogativo e investigativo (Luckesi, 2000; Hoffmann, 2001; Demo, 2002 in Júnior & Alves, 2003), isto é, a avaliação é centrada no processo de ensino-aprendizagem, o que denota uma nova abordagem que se distancia da visão tradicional e tecnicista do exame ou julgamento.

Neste contexto, a atenção recai fundamentalmente numa outra linha de investigação baseada no suporte à avaliação contínua, realizada através do acompanhamento das actividades e contribuições do aluno/formando, cuja relevância reside precisamente, no âmbito da EaD, na possibilidade de percepcionar a identidade e o comportamento do aluno e ainda na identificação de eventuais dificuldades (Otsuka & Rocha, 2002) e subsequente adopção de estratégias no sentido de contrariar essas dificuldades. Neste sentido, a avaliação implica, como referem Gomes & Silva (2004: 1), “a participação de diferentes actores num processo que não se esgota na previsão e programação de objectivos, de meios, de actividades definitivos, mas que se traduz numa dinâmica de construção e de adaptação contínua”, que pressupõe, como afirma Menezes (2004: 56) “a compreensão do processo ensino-aprendizagem como um todo, num continuum de várias etapas”, que correspondem aos tipos de avaliação: de diagnóstico, formativa e somativa.

A avaliação diagnóstica constitui uma avaliação inicial fundamental dado que possibilita o delineamento do perfil da turma e a identificação do nível de conhecimentos da mesma e, posteriormente, a tomada de decisões por parte do professor/formador no sentido de propor “alternativas e possibilidades pedagógicas que intervenham na zona de desenvolvimento proximal dos sujeitos (Vygotsky, 1994 in Júnior & Alves, 2003: 742), através da adopção de estratégias e metodologias capazes de suprimir eventuais dificuldades e/ou potencializar a aprendizagem.

A avaliação formativa “é contextualizada, fléxivel, interactiva e presente ao longo de todo o processo de ensino-aprendizagem” (Menezes, 2004: 58). A tomada de decisões é, desse modo, “cooperativa, colaborativa, interactiva, uma vez que não prescinde da participação activa de todos os envolvidos no processo pedagógico” (Júnior & Alves, 2003: 743), o que promove a autonomia e a motivação do aprendente (Menezes, 2004). A avaliação incide assim no grau de aquisição de conhecimentos mas também no feedback do aluno, ou seja, na dinâmica e empenho demonstrados no desenvolvimento das tarefas propostas e no nível de interactividade (Menezes, 2004: 58), que supõe a auto e hetero-avaliação, que Júnior & Alves (2003) denominam por saber fazer avaliativo.

Por último, a avaliação somativa diz respeito à avaliação global que decorre no final de uma unidade/módulo de formação, supondo a classificação do aluno/formando. Este tipo de avaliação é, muitas vezes, conotada com sentido negativo dado que surge associada à perspectiva tradicional e objectivista do ensino. Contudo, corroboro a opinião de Menezes (2004) de que este tipo de avaliação não deve ser assim entendida, pelo menos no âmbito da avaliação contínua, pois a avaliação somativa resulta, nesse contexto, da soma de todos os elementos avaliativos recolhidos ao longo do processo de ensino-aprendizagem e não apenas do teste/exame realizado no final, como acontece na abordagem objectivista da educação.

Deste modo, devemos considerar estes pressupostos avaliativos no contexto de renovadas epistemologias da cognição e da didáctica quando consideramos o desenvolvimento de actividades e formas de avaliação on-line, de carácter construtivista. Para uma melhor compreensão do tema e síntese dos principais parâmetros a ter em conta, sugiro a visualização do slideshow “Avaliação e Internet”, que apresento de seguida.


“>Referências Bibliográficas:

Gomes, M. J.; Silva, B. D.; Silva, A. M. (2004). Avaliação de cursos em e-learning. Actas da Conferência e’LES04 – eLearning no Ensino. Aveiro: Universidade de Aveiro. Disponível em: http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/665/1/eLES-GSS.pdf (Acedido em Julho de 2007)

Júnior, Arnaud; Alves, Lynn (2003). Educação e Contemporaneidade: novas aproximações sobre a avaliação no ensino on-line. A publicar. Disponível em: http://www.lynn.pro.br/pdf/art_avaliacaoonline.pdf (Acedido em Julho de 2007).

Menezes, Cristina (2004). E-learning para e-formadores. TecMinho/Gabinete de Formação Contínua. Braga: Universidade do Minho.

Otsuka, Joice Lee; Rocha, Heloísa Vieira (2002). A caminho de um modelo de apoio à avaliação contínua. São Paulo, Brasil: Universidade Estadual de Campinas. Disponível em: http://teleduc.nied.unicamp.br/pagina/publicacoes/15_jh_wie2002.pdf (Acedido em Julho de 2007).

By Romana Maciel

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Google Books: uma livraria virtual

Junho 3, 2007 · Deixe um comentário

O Google books constitui um poderoso repositório de obras literárias, em versão integral ou parcial, permitindo o acesso e a leitura on-line dos livros aí existentes…

 books4.jpg         Princinples of effective Online Teaching 

 

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 E-learning: putting a world-class education at the fingertips of all children      

 

Das minhas pesquisas, seleccionei duas obras relacionadas com a educação a distância e o elearning, que se encontram disponibilizadas em versão integral, a que pode aceder com um clique na respectiva imagem. Boa leitura ;-)

by Romana Maciel

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Challenges 2007

Maio 28, 2007 · Deixe um comentário

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Decorreu nos dias 17 e 18 de Maio de 2007, a V Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação – Challenges 2007 – realizado pelo Centro de Competências da Universidade do Minho, com a colaboração da EDUCOM – Associação Portuguesa de Telemática Educativa, assente em três temáticas: O Digital e o Currículo, Ambientes Emergentes e Avaliação Online.

Das sessões que tive oportunidade de assistir, o destaque recai sobre a apresentação à comunidade da nossa plataforma – a Tech-X-Pert, um projecto que está a ser desenvolvido pelos alunos do mestrado em Educação, especialização em Tecnologia Educativa 2006/2007, da Universidade do Minho.

f1.jpg  Deste modo, o colega Roberto Gorjão explicitou o objecto, finalidades e modelos inerentes à construção, implementação e funcionamento da plataforma, inteiramente dedicada à tecnologia educativa e fundamentada em teorias de cariz construtivista, pretendendo-se o fomento de práticas colaborativas no contexto educativo.

images1.jpg  Por outro lado, merece igualmente destaque a comunicação levada a cabo por Alexandra Okada, Novos paradigmas na educação online com a aprendizagem aberta, versando sobre os materiais de aprendizagem de livre acesso e tecnologias gratuitas, concretamente o “Open Learn”, um ambiente virtual desenvolvido pela Open University, que disponibiliza recursos educacionais gratuitamente, com vista à inclusão digital.

A ênfase colocada ao nível das potencialidades da EAD, no que concerne à sua capacidade de proporcionar um amplo acesso à educação, foi evocado por Alexandra Okada, no sentido da promoção da democratização da aprendizagem. Contudo, a tónica foi colocada na educação aberta, um conceito diferenciado da EAD, dado que supõe, impreterivelmente, a disponibilização gratuita e de acesso livre de todos os recursos educativos existentes.

by Romana Maciel

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EXE – Ferramenta de criação de e-conteúdos

Maio 12, 2007 · Deixe um comentário

images.jpg  Na aula de Educação a Distância (EaD) do dia 11 de Maio, recebemos a visita de Ana Dias, que procedeu à apresentação de um projecto de concepção e disponibilização de e-conteúdos de aprendizagem, desenvolvido no âmbito da Tecminho.

Nesse contexto, foi-nos dado a conhecer a ferramenta de autor EXE (open source), vocacionada para a concepção de e-conteúdos para e-learning, que tivemos oportunidade de experimentar e criticar, sob a forma de opiniões e sugestões, no sentido do eventual aperfeiçoamento da ferramenta testada.

Os e-conteúdos serão concebidos no decorrer de um curso de formação à distância, dinamizado pela Tecminho, e serão posteriormente disponibilizados num repositório criado para o efeito, acoplado nos Serviços de Documentação da Universidade do Minho, ao qual poderão aceder os formadores e respectivos formandos.

by Romana Maciel

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Revolução dos Media…

Maio 11, 2007 · Deixe um comentário

Na sequência do exposto em O paradoxo Internet, e a propósito de web 2.0, o vídeo “Revolução dos Media” apresenta ficcionadamente o futuro dos media digitais, adoptando a abordagem mais optimista de todas, no sentido da total liberdade de acesso à informação e ao conhecimento.

Apesar do carácter futurologista, o vídeo põe em evidência as potencialidades actuais da Internet ao nível da oportunidade que oferece na construção de “uma representação global e interactiva do conhecimento humano, incluindo o património cultural, e a garantia de acesso mundial.” (Declaração de Berlim, 2003)

Neste contexto, a realidade dos nossos dias parece convergir com a ficção aqui retratada, sobretudo se considerarmos que o movimento Acesso Livre (Open Acess Movement) está, como refere Sarmento et al. (2005) “em franca ebulição em todo o mundo [...] que promove a distribuição gratuita de literatura científica, livre de algumas restrições de copyright e autorizações para a sua utilização.”

hhhhhhh

Referências bibliográficas:

Sarmento, Fernanda; Miranda, Ângelo; Baptista, Ana Alice; Ramos, Isabel (2005). Algumas considerações sobre as principais declarações que suportam o movimento Acesso Livre. In Proceedings World Congress on Health Information and Libraries, Salvador Bahia: Brasil. Disponível em: http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/4282/1/Sarmento%20Miranda%20Baptista%20Ramos%20-%20Vers%c3%a3o%20Final.pdf (Acedido em Maio de 2007)

by Romana Maciel

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Web 2.0

Maio 10, 2007 · 1 Comentário

O termo Web 2.0 surgiu, pela primeira vez, no decorrer de uma sessão de brainstorming entre O’Reilly e Dale Dougherty, designando as características comuns dos produtos e serviços de empresas “.com” que sobreviveram à crise de 2000. Essas características comuns reflectem uma nova abordagem da relação entre o objecto de negócio e o utilizador, consubstanciada na terminologia Web 2.0.

Desse modo, podemos considerar que a principal diferença entre a web 1.0 e a web 2.0 reside no facto da interacção com o utilizador ocorrer, no caso da web 1.0, através de interfaces proprietários e, portanto, o acesso era limitado e os conteúdos produzidos por técnicos especializados; enquanto que no caso da web 2.0, a interacção ocorre contextualizada no livre acesso à informação e os conteúdos são produzidos por todos aqueles que assim o entendem, incluindo os próprios utilizadores.

Como resultado dessa evolução, a Internet constitui hoje uma plataforma de trabalho colaborativo, baseada no desenvolvimento de inter-relações, sustentadas numa multiplicidade de ferramentas e serviços que possibilitam a partilha de conteúdos, de forma colaborativa e livre.

O conceito de software social deriva assim da utilização de ferramentas online, que permitem uma aprendizagem colaborativa e, paradoxalmente, o controlo individual sobre o espaço e o tempo. Essas tecnologias de suporte, embora não tenham sido inicialmente concebidas para fins educativos, evidenciam as suas potencialidades nesse âmbito. São inúmeros os serviços e ferramentas disponíveis na web 2.0, de natureza e funcionalidades diferentes, evidenciando neste artigo aquelas que considero relevantes no desenvolvimento de actividades pedagógicas, no contexto de sala de aula.  

Neste contexto, sugiro uma visita ao site Webtools, que apresenta e disponibiliza mais de 100 ferramentas gratuitas online.

webtools3.png

O Bookmarking social consiste num serviço que permite guardar os favoritos online, apresentando a vantagem imediata de poder aceder a esses favoritos a partir de qualquer computador. Ao submeter um site na base de dados, são indexadas palavras de referência (tags), que ficam disponíveis para consulta da comunidade, através de um motor de busca. A vantagem reside ao nível da pesquisa uma vez que, ao pesquisar uma determinada tag, os resultados obtidos são já produto de uma selecção de toda a comunidade, surgindo primeiramente os sites de maior relevância no que diz respeito à respectiva palavra de referência.

O Del.icio.us constituí um dos sites mais importantes neste contexto.

  planhq-on-delicious.jpg

No domínio da Colaboração síncrona, começam também a surgir serviços com versões gratuitas, embora limitadas. Um exemplo é o vyew.com, que disponibiliza várias ferramentas tais como o quadro branco, ferramentas de desenho e anotações e um chat em tempo real. Além disso, oferece ainda a vantagem de permitir o upload e download de documentos diversos, fomentando a permuta e colaboração entre os utilizadores.  

vyew_share_your_view.jpg

O Canal de televisão em streaming procede à transmissão contínua online. A sua  utilização decorre com facilidade e aufere a vantagem de permitir a criação de programas de autor, acessível a todos através das playlists, isto é, determinando a selecção e o alinhamento da programação. Deste modo, a sua utilização é cada vez mais frequente, nomeadamente através de projectos desenvolvidos pelas escolas.

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Como exemplo, o Mogulus apresenta-se como o canal mais flexível.

Na Colaboração assíncrona, existem várias ferramentas disponíveis na Web 2.0. Os Wikis são um exemplo deste tipo de ferramentas. Inventados em 1995 por Ward Cunningham, o seu conceito implica a edição e partilha colaborativa de documentos, advindo daí vantagens ao nível da actualização constante desses mesmos documentos e pelo facto de evitar a duplicação dos mesmos.

O Wiki mais conhecido é a wikipédia, que constitui a maior enciclopédia online.

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A Wikipédia dispõe de aproximadamente 5 milhões de artigos, em mais de 200 línguas diferentes, disponíveis na sua maioria para alteração, correcção e actualização online.

Por outro lado, existem os blogues, cujas potencialidades didácticas e educativas já foram alvo de reflexão em artigos anteriores. Neste domínio, a criação/utilização de um blogue é muito fácil, não pressupondo conhecimentos de programação.

Dentre os diversos serviços para criação de blogues, destaco a wordpress, o Blogger ou o Sapo.

wordpress.jpg      blogger.jpg       sapoblog.jpg

Tutorial WordPress     Tutorial Blogger           Tutorial Sapo

O Podcast, por seu turno, constitui uma forma de publicação de programas de áudio, vídeo e imagens na Internet. O objectivo reside na livre produção de conteúdos próprios e subsequente alojamento na Internet, onde são gratuitamente disponibilizados para download (Infante, 2006 citado em Moura & Carvalho, 2006: 88)

O podcasting (iPod + broadcasting) procede à difusão de emissões de rádio, que podem posteriormente ser descarregadas para o computador ou iPod, através da transferência de ficheiros para mp3 com a ajuda de um programa específico (como o Free MP3 converter, por exemplo) e, deste modo, essas emissões podem ser ouvidas onde e quando o utilizador pretender.

As potencialidades educativas decorrentes da utilização do podcast na sala de aula são inúmeras, quer em termos motivacionais quer em termos pedagógicos. Nesse sentido, Moura & Carvalho (2006) referem a possibilidade desta tecnologia promover o trabalho cooperativo e colaborativo; a participação activa do aluno, através da produção de podcasts; a aprendizagem significativa e prolongada no tempo, que desenvolve a memória uma vez que permite que os alunos possam ouvir vezes sem conta os conteúdos audio produzidos; o desenvolvimento de competências específicas no decorrer das aprendizagens, como a oralidade; e por último, as autoras evidenciam o carácter motivador das aprendizagens desenvolvidas neste contexto.

Dentre os vários serviços disponibilizados gratuitamente, destaco o Podomatic.

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A propósito, o fenómeno podcasting já possui o seu próprio hino: On a podcast, da banda Cruisebox. A música, livre de direitos comerciais, pode ser ouvida aqui.

Por último, a avaliação online permite uma maior flexibilidade no processo avaliativo. Através da utilização de diferentes ferramentas de avaliação, o professor/formador obtém o feedback imediato da aquisição dos conhecimentos por parte dos alunos/formandos e, desse modo, pode proceder a eventuais reajustamentos no processo de ensino-aprendizagem. Muito em breve, publicarei mais informação acerca desta temática, inclusive das ferramentas de avaliação online disponíveis gratuitamente ;-)

fffff

Referências bibliográficas:

Moura, Adelina; Carvalho, Ana Amélia A. (2006). Podcast: Potencialidades na Educação. Prisma.com – Revista de Ciências da Informação e da Comunicação do CETAC, edição NO. 3. Disponível em: http://prisma.cetac.up.pt/artigospdf/5_adelina_moura_e_ana_amelia_carvalho_prisma.pdf (Acedido em Maio de 2007)

 By Romana Maciel

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Animação sobre o paradoxo Internet

Maio 3, 2007 · 1 Comentário

Save the Internet é uma animação flash, que retrata o carácter paradoxal da Internet, evidenciando as suas potencialidades e perigos inerentes…

save-internet-flash.jpg

«Ver animação

A Internet assenta numa cultura baseada em valores de cooperação e liberdade, no sentido da livre circulação e acesso à informação, e no que se refere à liberdade de expressão, possibilitando um conhecimento mais profundo e significativo da realidade, que integra diferentes abordagens da realidade social.

Este facto denota as potencialidades da Internet no contexto de uma educação verdadeiramente democrática, dado que permite a participação num debate contínuo, como afirma Castells, sem ficarmos paralisados por ele, permitindo a “sua reconfiguração numa rede própria de afinidades e objectivos e a sua [eventual] reestruturação” (Castells, 2004: 172)

No entanto, é fundamental compreender o carácter ambíguo da Internet (Pons, 1994, Castells, 2004) e, nesse sentido, considerar a possibilidade desta aumentar o fosso que separa os ricos dos pobres em consequência das desigualdades de acesso às novas tecnologias da informação e comunicação. Assim, atendendo ao facto da literacia digital possibilitar oportunidades económicas e um importante capital cultural, conclui-se que a Internet constitui um instrumento de inclusão e exclusão social.

Além do aspecto inerente às referidas formas de controlo económico e social no ciberespaço, o paradoxo da Internet é ainda visível no que diz respeito ao poder político. Embora inicialmente concebida sob os princípios da liberdade, Castells (2004) corrobora a opinião de Lawrence Lessing (1999) de que as formas tradicionais de controlo governamental são hipoteticamente aplicáveis ao indivíduo ligado em rede, o que preconiza o fim da privacidade na Internet, observado no desenvolvimento de tecnologias de controlo, vigilância e investigação (Castells, 2004)

A proclamação da Internet como promotora da comunicação livre “depende bastante mais do contexto do que do processo” (Castells, 2004: 19) e, nesse sentido, a sua compreensão torna-se importante, sobretudo no contexto educativo e da educação à distância. A animação aqui apresentada propõe assim a reflexão e o debate em torno dessas questões, fomentando a consciencialização da sociedade em geral, particularmente dos educadores/formadores e restantes agentes educativos, fundamental à orientação da acção, individual e colectiva. Participe!

jjjjj

Referências bibliográficas:

Castells, Manuel (2004). A Galáxia Internet: reflexões sobre Internet, negócios e sociedade. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Pons, Juan Pablo (1994). Para una Tecnologia Educativa. Barcelona: Horsori.

 

 

by Romana Maciel

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Educação Online: uma nova pedagogia?

Maio 3, 2007 · Deixe um comentário

O quinto encontro Educação online: uma nova pedagogia?, decorreu no dia 1 de Outubro de 2005, tendo a sessão sido dedicada à reflexão sobre “Educação à distância”, abordando o tema da educação online sob a perspectiva integradora da inovação na aprendizagem.

Essas e outras questões foram assim debatidas por Vani Kenski, orientadora no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, autora do livro Tecnologias e Ensino presencial e à distância (2003), uma obra que propõe algumas soluções pedagógicas para a educação, sobretudo no campo da educação online, e directora do Site Educar na sociedade da informação, que disponibiliza esse debate através de gravações de audio, que aqui reproduzo!

icone_play.gif Introdução

icone_play.gif O que é educação? Como a educação escolar está sendo tratada?

icone_play.gif O erro do sistema escolar fechado em si mesmo

icone_play.gif Qual o impacto causado pelas tecnologias na educação?

icone_play.gif Qual a mudança na concepção da acção educacional?

icone_play.gif Duas maneiras de se pensar educação: tradicional X online

icone_play.gif Modelos de educação online

icone_play.gif Conclusão

by Romana Maciel

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E-learning: conceito

Maio 3, 2007 · Deixe um comentário

Apesar de recorrente na literatura, o conceito de e-learning denota uma confusão conceptual, criada com o advento de outras terminologias relacionadas (Garrison, 2000).
Gomes (2005: 68) refere, a este propósito, que o e-learning “é frequentemente perspectivado como uma extensão da sala no espaço virtual da Internet”, o que dificulta a limitação da amplitude do conceito, na medida em que a disponibilização on-line de informação relativa à actividade pedagógica (como por exemplo, sumários de aulas, normas de avaliação, entre outros) é frequentemente e erradamente designada de e-learning.

O conceito de e-learning deve reportar-se a situações centradas na aprendizagem e diferencia-se da educação a distância. Decorre, uma diversidade de práticas pedagógicas que constituem situações de e-learning, tais como: situações de apoio tutorial ao ensino presencial (que não constitui um modelo de educação a distância);  situações de complementaridade entre actividades presenciais e à distância, designadas de blended-learning, e suportadas por serviços e tecnologias disponíveis na Internet.

Em termos conclusivos, é importante verificar que o e-learning, ao nível tecnológico, associa-se à Internet e seus serviços. Sob o ponto de vista pedagógico, ” […] implica a existência de um modelo de interacção entre professor-aluno (formador-formando), a que, em certas abordagens, acresce um modelo de interacção aluno-aluno (formando-formando), numa perspectiva colaborativa” (Gomes, 2005: 70).

É neste contexto que o e-learning é capaz de proporcionar novos modelos de educação/formação a distância, sustentados nas novas tecnologias da informação e comunicação da web e usufruíndo das suas potencialidades ao nível da interacção proporcionada, que permitem ultrapassar algumas das dificuldades associadas aos modelos de educação a distância anteriores.

Garrison, Randy (2000). Theoretical Challenges for Distance Education in the 21st Century: A Shift from Structural to Transactional Issues. International Review of Research in Open and Distance Learning, Vol. 1 No. 1. Disponível em: http://www.irrodl.org/index.php/irrodl/article/viewFile/2/22 (Acedido em Maio de 2007

Gomes, Maria João (2005). E-Learning: Reflexões em Torno do Conceito. In Paulo Dias e Varela de Freitas (orgs), Actas da IV Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação – Challenges’05, Braga: Centro de Competência da Universidade do Minho, pp. 229-336. Disponível em: http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/2896/1/06MariaGomes.pdf (Acedido em Maio de 2007)

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4ª Geração de Inovação Tecnológica?

Maio 3, 2007 · Deixe um comentário

Como exposto no post anterior, as inovações tecnológicas têm repercussões nos modelos de educação a distância. Deste modo, o desenvolvimento dos media interactivos no final da década de 80 e início de 90, assume um papel crucial na renovação do pensamento comunicacional, dada ”a possibilidade de se estabelecerem interacções […], aliada a um outro conjunto de potencialidades disponíveis a partir de redes de computadores […] permite até considerar que estamos já no limiar de uma quarta geração de inovação tecnológica” (Gomes, 2003: 148)

A este propósito, Garrison (2000) alude a esta nova era em que vivemos, pautada pela difusão das NTIC e das ferramentas de código aberto (open source) e dos repositórios de livre acesso e fundamenta assim, de certo modo, a legitimidade da designação “era colaborativa”, contrapondo-a à “era industrial”.

Esta quarta geração, designada por web learning, e-learning, online learning ou, como designa Gomes (2003), aprendizagem em rede, é caracterizada pelos multimédia interactivos, que permitem que o utilizador proceda à sua alteração e/ou reconstrução e ainda a possibilidade de imersão em ambientes colaborativos de trabalho.

Essas potencialidades inerentes aos media interactivos detêm impacto no campo das ciências cognitivas e da educação, nomeadamente na educação a distância, uma vez que o paradigma construtivista ganha força, constituindo o paradigma alternativo à tradição objectivista, supondo que “o significado não existe no mundo independentemente de nós mas, pelo contrário, é imposto por nós ao mundo” (Pereira, 1994: 154), através da experiência.

Neste contexto, a tónica é colocada na flexibilidade cognitiva do indivíduo e, assim, na multidimensionalidade das representações e perspectivas conceptuais, que favorecem a transferência desse conhecimento para novas situações e contextos. Desse modo, a significação é construída através de um processo dinâmico de experimentação, da organização e reorganização dos conteúdos (Dias, 2000)

O modelo pedagógico inerente é assim centrado no aluno, e fomenta o conhecimento individual e o colaborativo, implicando em ambos os casos um processo de negociação, contextualmente situado e investido de uma dimensão social na partilha e/ou colaboração do conhecimento (Jonassen, 1981), respectivamente.

Wilson Azevedo, director da Aquifolium Educacional e ex-director do Conselho de Ética da Associação Brasileira de Educação a Distancia (ABED), procede a uma argumentação mais detalhada, neste podcast.

ffffff

Referências bibliográficas:

Dias, P. (2000). Hipertexto, hipermédia e media do conhecimento: representação distribuída e aprendizagens flexíveis e colaborativas na Web. Revista Portuguesa de Educação. 13 (1), 141-167. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/497/1/PauloDias.pdf (Acedido em Janeiro de 2007)

Garrison, Randy

(2000). Theoretical Challenges for Distance Education in the 21st Century: A Shift from Structural to Transactional Issues. International Review of Research in Open and Distance Learning, Vol. 1 No. 1. Disponível em: http://www.irrodl.org/index.php/irrodl/article/viewFile/2/22 (Acedido em Maio de 2007)  

 

 

Gomes, Maria João (2003). Gerações de Inovação Tecnológica no Ensino a Distância. In Revista Portuguesa da Educação, Braga: universidade do Minho, Instituto de Educação e Psicologia, 16(1), pp. 137-156. Disponível em: http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/496/1/MariaJoaoGomes.pdf (Acedido em Maio de 2007)

Gomes, Maria João (2003). Gerações de Inovação Tecnológica no Ensino a Distância. In Revista Portuguesa da Educação, Braga: universidade do Minho, Instituto de Educação e Psicologia, 16(1), pp. 137-156. Disponível em: http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/496/1/MariaJoaoGomes.pdf (Acedido em Maio de 2007)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jonassen, David. H. (1981). What are cognitive tools? USA: University of Colorado. Disponível em: http://www.cs.umu.se/kurser/TDBC12/HT99/Jonassen.html (Acedido em Janeiro de 2007).

Pereira, D. (1994). A reforma perspectivada segundo as novas tecnologias. Revista de Educação, volume IV, 1/2, pp. 153-164.y Romana Maciel

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3 Gerações de inovação tecnológica…

Maio 2, 2007 · Deixe um comentário

As tecnologias assumem destaque no domínio da educação a distância (EAD) e, desse modo, torna-se possível compreender o conceito de “gerações de inovação tecnológica” (Garrison, 1985; 1991 in Gomes, 2003: 138), que espelha os diferentes paradigmas ao nível dos princípios e conceitos intrínsecos à EaD.

Diversos autores (Garrison,1985; Nipper, 1989; Bates, 1995) referem a existência de três gerações de inovação tecnológica: a primeira corresponde à fase do ensino por correspondência; a segunda reporta-se à utilização das telecomunicações (como o telefone e a teleconferência); e finalmente, a terceira geração está relacionada com o uso do computador.

Podemos considerar que existe um consenso generalizado relativamente à primeira e segunda geração de inovação tecnológica. Desse modo, a primeira geração caracteriza-se pela possibilidade de promover a comunicação bidireccional entre professor e alunos através da correspondência postal, o que denota, na opinião de Garrison (1985) uma grande “independência” do aluno (no sentido da facilidade de decidir quando e onde aceder aos conteúdos de ensino) mas reduzidos níveis de interacção (in Gomes, 2003: 140).

A segunda geração, referente ao tele-ensino, caracterizada pelo recurso a diversos media (Bates, 1995 in Gomes, 2003) que proporcionam contactos entre professor e alunos mais rápidos e directos, apresenta, no entanto, uma grande exigência de disponibilidade por parte do professor. Assim, Garrison (1985) considera verificar-se nesta fase “um aumento da capacidade de interacção mas [...] uma menor independência” (in Gomes, 2003: 141), em virtude da limitação geográfica e temporal imposta pelos meios tecnológicos emergentes.

Nipper (1989) refere que, na primeira e segunda geração tecnológica, o processo ensino-aprendizagem na EaD é perspectivado atendendo apenas a questões de distância geográfica, negligenciando-se a vertente social da aprendizagem e, portanto, a interacção entre o professor e os alunos e entre estes últimos.

No que concerne à terceira geração tecnológica, Garrison (1985) menciona as potencialidades ao nível da interactividade possibilitadas pelos modelos de “ensino assistido por computador” e “inteligência artificial”, destacando o conceito emergente de feedback, definido-o como um “processo de comunicação que fornece informação acerca do grau de consecução com que uma tarefa foi desempenhada ou um objectivo alcançado” (Store & Armstrong, 1980, citado em Garrison, 1985 in Gomes, 2003: 140). Neste contexto, Garrison afere à possibilidade de independência e interacção máxima, proporcionada pelos multimédia e sua capacidade de ilimitação espacial e temporal.

Na opinião de Nipper (1989), no entanto, a virtualidade desta terceira geração é visível “na valorização da comunicação e da aprendizagem como um processo social, tratando-se de uma questão não só tecnológica mas também institucional e pedagógica” (Nipper, 1989 citado em Gomes, 2003: 144). Este facto denuncia a divergência do autor relativamente à opinião de Garrison dado que Nipper considera que os novos contextos de aprendizagem individualizada, inerentes a esta terceira geração, reforçam a importância do professor no processo de comunicação, enquanto Garrison defende a possibilidade de emulação e/ou substituição da interacção professor/aluno pela interacção máquina de ensinar/aluno.

Bates (1985) corrobora a opinião de Nipper, referindo que os novos media permitem a interacção directa entre professor/aluno/aluno, de forma individual ou grupal e destaca assim o carácter de equidade inerente a esta terceira geração tecnológica em termos comunicacionais.

Com o aparecimento das novas tecnologias da informação e comunicação, concretamente a Internet, abordagens alternativas às tradicionais assumem maior relevância no campo das ciências cognitivas contemporâneas, reflectindo uma mudança de paradigma, que leva vários autores a considerar a emergência de uma nova geraçao de inovação tecnológica, que será alvo de reflexão em breve!

Ler também: Quarta geração de inovação tecnológica? ssssss

Referências bibliográficas:

Garrison, Randy

(2000). Theoretical Challenges for Distance Education in the 21st Century: A Shift from Structural to Transactional Issues. International Review of Research in Open and Distance Learning, Vol. 1 No. 1. Disponível em: http://www.irrodl.org/index.php/irrodl/article/viewFile/2/22 (Acedido em Maio de 2007)
Gomes, Maria João (2003). Gerações de Inovação Tecnológica no Ensino a Distância. In Revista Portuguesa da Educação, Braga: universidade do Minho, Instituto de Educação e Psicologia, 16(1), pp. 137-156.Disponível em: http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/496/1/MariaJoaoGomes.pdf (Acedido em Maio de 2007)

Pereira, D. C. (1994). A reforma perspectivada segundo as novas tecnologias. Revista de Educação, IV (1/2), PP. 153-162.

by Romana Maciel

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Caderno Diário

Abril 19, 2007 · Deixe um comentário

Caderno Diário é um blog interessante, que disponibiliza muita informação sobre a tecnologia educativa, vale a pena visitar… ;)

by Romana Maciel

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Blogomania ou vício do blogue!

Abril 14, 2007 · Deixe um comentário

Viajando pela Web, deparei-me com uma animação que considero, no mínimo, curiosa e polémica… que retrata o fenómeno designado por blogomania, o vício do blogue, que surge contextualizado no crescente e vertiginoso aumento da blogosfera.

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A analogia com um vício tão nefasto e mortífero como o tabaco retrata uma ideologia associada à tecnofobia. Na minha opinião, esta tecnofobia está enraizada em falsos preceitos tais como a ideia de alienação associada ao mundo virtual e, no caso concreto, aos blogues, e a subsequente passividade do indivíduo face à realidade e aos problemas reais. 

Não posso deixar de dizer que discordo destas ideias na medida em que, como exposto anteriormente, e no que se refere à utilização educativa do blogue, o papel activo do aluno/utilizador na construção do seu próprio conhecimento e a multidimensionalidade dos conteúdos que integram o blogue em termos de formato e perspectivas temáticas, constituem potencialidades com grande valor pedagógico nomeadamente na resolução de problemas reais.

Apesar disso, julgo que a animação apresenta um indício positivo e revelador, ao evidenciar o carácter lúdico e motivante (e por isso viciante) do blogue, o que reforça a convicção sobre as suas potencialidades no âmbito educativo.

By Romana Maciel

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Pedagogia do Blog

Abril 14, 2007 · Deixe um comentário

O blogue é um diário virtual que envolve“ o lado pessoal, emocional e profissional” (Bitencourt, 2005: 1), constituíndo uma ferramenta pedagógica e cognitiva, capaz de promover a construção do conhecimento individual e colaborativo, partilhado e construído socialmente (Jonassen, 1981), através da permuta da informação e do conhecimento.

O blogue constitui, deste modo, um poderoso recurso de comunicação que integra professores e alunos, criando um vínculo de cumplicidade, permitindo trocas e experiências, pressupondo o envolvimento activo do aluno no seu próprio processo de aprendizagem.

Nesta perspectiva, o blogue constitui essencialmente uma estratégia pedagógica, centrada nas actividades desenvolvidas pelo aluno no decorrer da construção do blogue, na condição de autor ou co-autor do mesmo, o que supõe todo um trabalho de ” pesquisa, selecção, análise [e] síntese” (Gomes & Lopes, 2007: 123) preliminar à publicação das mensagens, que reflectem os objectivos e as competências aí desenvolvidas.

Nesse sentido, o blogue pode, na opinião de Gomes (2005: 3), constituir-se sob várias formas, concretamente de portefólio digital, espaço de intercâmbio e colaboração, espaço de debate (role playing) e/ou de integração.

A utilização do blogue como portefólio digital das aprendizagens pressupõe, como referido, a sua construção por parte dos alunos, devendo ”ser um processo gradual de reflexão e maturação pessoal em diversas dimensões mais do que um simples repositório de documentos e artefactos” (Gomes, 2005: 4), advindo daí vantagens nomeadamente no que se refere à avaliação, como já tive oportunidade de referir num post anterior.

Por outro lado, o desenvolvimento de projectos de intercâmbio entre escolas, recorrente no panorama da educação nacional, assume “uma nova forma, mais permanente, mais visível e mais colaborativa” (Gomes, 2005: 4), quando se verifica o recurso ao blogue nesse contexto, uma vez que, além de proporcionar o registo cronologicamente contínuo das mensagens, assume uma maior visibilidade inerente à publicação na web, permitindo a participação simultânea de um número crescente de escolas/alunos/professores.

Como espaço de debate, o blogue deve permitir o desenvolvimento da estratégia de role playing ou desempenho de papeis, que detém um grande potencial educativo, através da organização de diferentes grupos de uma turma ou várias turmas de uma ou mais escolas (Gomes, 2005). por último, o blogue promove a integração na medida em que constitui um poderoso meio de comunicação, nomeadamente entre jovens culturalmente diversificados e, igualmente, permite a integração de alunos em  situações pontuais, como no caso de doença prolongada.

 Enquanto recurso pedagógico, o blogue proporciona essencialmente uma viagem ao mundo da informação, “disponibilizada pelo professor ou por sujeitos e/ou entidades que o professor reconhece como credível” (Gomes & Lopes, 2007). Nesse contexto, o blogue é perspectivado como espaço de disponibilização de informação por parte do professor ou como espaço de acesso a informação especializada, respectivamente (Gomes, 2005: 3) … que torna as aulas mais estimulantes, motivadoras e interessantes.

Pelas razões apresentadas, adopte este lema: Torne-se um blogueiro, interaja com o mundo inteiro!

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Referências bibliográficas:

Bitencourt, Jossiane (2005). O que são blogs?. Brasil: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Disponível em: http://penta3.ufrgs.br/PEAD/Semana01/blogs_conceitos.pdf (Acedido em Abril de 2007)

Gomes, Maria João (2005). Blogs: um recurso e uma estratégia pedagógica. In Actas do VII Simpósio Internacional de Informática Educativa, Portugal: ESSE Leiria. pp. 311-315. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/4499/1/Blogs-final.pdf (Acedido em Março de 2007)

Gomes, Maria João; Lopes, António Marcelino (2007). Blogues Escolares: quando, como e porquê? In Actas da Conferência Weblogs na Educação – 3 testemunhos, 3 experiências. Setúbal: Centro de Competências CRIE da ESE de Setúbal. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/6487/1/gomes2007.pdf (Acedido em Abril de 2007)

Jonassen, David. H. (1981). What are cognitive tools? USA: University of Colorado. Disponível em: http://www.cs.umu.se/kurser/TDBC12/HT99/Jonassen.html (Acedido em Janeiro de 2007).

by Romana Maciel

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Weblogs na Educação

Abril 14, 2007 · Deixe um comentário

O Centro de Competência CRIE (Computadores, redes e Internet na escola) da Escola Superior de Educação de Setúbal organizou em Março o encontro: “Weblogs na Educação: 3 Experiências, 3 Testemunhos”.

Nesse sentido foram apresentadas três experiências com blogues, levadas a cabo pelas professoras Teresa Pombo, Teresa D’Eça e Teresa Marques, cujas comunicações podem ser consultadas aqui.

by Romana Maciel

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No mundo da blogosfera!

Abril 14, 2007 · Deixe um comentário

A reinvenção da Internet é permanente e é visível ao nível do aparecimento de “novos termos, novas formas de comunicar, de trabalhar, de ocupar os tempos de lazer e de aprender de forma mais significativa e com uma forte vertente colaborativa.” (Gomes & Silva, 2006)

Nesse contexto, os weblogs constituem-se como potenciais serviços de comunicação síncrona e assíncrona, que permitem a publicação da informação em variados formatos e linguagens, com um nível de facilidade inédito dado que “… o utilizador (ou blogger) não precisa de fazer qualquer programação, ou mesmo formatação, para criar um sítio web tecnicamente sofisticado e visualmente impressivo.” (Martindale & Willey, 2004 in Gomes & Silva, 2006: 291)

As vantagens dos blogues relativamente às páginas web convencionais são, em contexto educativo, resumidas por Orihuela e Santos (2004), que destacam a sua maior facilidade de criação e publicação, nomeadamente no que se refere à existência, nos serviços de blogues, de diversos templates com design de qualidade que possibilitam, a alunos e professores, um maior investimento nos aspectos educacionais, ao nível dos conteúdos e dos processos comunicacionais; e, por último, os autores ressalvam a existência, em muitos serviços de blogues, de recursos que permitem a exploração pedagógica, tais como o sistema de comentários, de pesquisa, de arquivo, entre outros (in Gomes & Silva, 2006; Carvalho et al., 2006).

Os blogues são, deste modo, actualmente usuais no contexto educativo português, sendo transversais aos vários níveis de ensino. Na opinião de Oliveira (2006), o crescimento contínuo do número de blogues educacionais  é devido à evolução dos seus usos, formatos e funções (in Gomes & Silva,  2006: 292). A blogosfera, isto é, o mundo dos blogues e dos seus “habitantes” denuncia esse facto, uma vez que tem vindo a aumentar e a diversificar-se em  função de aspectos tecnológicos e da linguagem utilizada (por exemplo, os moblogs, os fotoblogs ou vídeo-blogs) e ainda em função das temáticas abordadas (por exemplo, os warblogs, os cineblogs, os edublogs, entre outros).

Os edublogues ou blogues educacionais são entendidos de forma abrangente, incluindo os blogues dirigidos às actividades escolares de carácter curricular e/ou extracurricular, mas também os blogues que, não tendo sido concebidos para a exploração em contexto escolar, se dignam a esse efeito (Gomes & Silva, 2006). Nesse sentido, como afirmam Gomes & Silva, “a blogosfera educacional integra já uma grande diversidade de abordagens pedagógicas e de práticas educativas” que consubstanciam algumas das ideias defendidas por Paulo Freire e Vygotsky, na medida em que muitos edublogues seguem “um modelo de ensino-aprendizagem no qual a construção colectiva de significados representa um novo fazer educativo” (Oliveira, 2006 in Gomes & Silva, 2006: 294) que privilegia a interacção e a linguagem na aprendizagem (Oliveira, 2006, Ferding & Trammel, 2004 in Gomes & Silva, 2006: 294).

Consequentemente, Ferding & Trammel (2004) enumeram quatro vantagens decorrentes da utilização dos blogues em contexto escolar: o blogue ajuda os alunos a tornarem-se peritos nas respectivas temáticas aí desenvolvidas; aumentando o seu interesse na aprendizagem dessas temáticas; possibilitando a sua participação em comunidades de prática; e criando oportunidades de contacto com diversas perspectivas e pontos de vista.

Como referido, o crescimento da blogosfera escolar portuguesa reflecte-se não apenas no número de blogues, mas sobretudo na sua diversidade, nomeadamente no que diz respeito às abordagens, contextos de exploração e à modalidade de autoria. Assim, segundo Gomes (2005: 311), há blogues criados e dinamizados individualmente por professores ou alunos, há blogues de autoria colectiva, blogues que incidem numa disciplina específica ou que são transversais a várias disciplinas, blogues que constituem um portefólio digital ou que funcionam como espaço de representação da web na escola. Neste contexto, Leslie sistematiza os que considera serem os principais usos dos blogues na educação: “1) escrita ou leitura de blogues, 2) autoria por alunos ou por professores, 3) blogues dirigidos (centrados) ao próprio autor ou dirigido a outros leitores” (in Gomes & Silva, 2006: 298).

Por último, Gomes (2005) categoriza as explorações pedagógicas dos blogues segundo dois aspectos essenciais: os blogues como recurso pedagógico e os blogues como estratégia pedagógica, que serão alvo de reflexão e discussão muito em breve!

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Referências bibliográficas:

Carvalho, Ana Amélia A.; Pereira, Luis; Cruz, Sónia (2006). Blogue: uma ferramenta com potencialidades pedagógicas em diferentes níveis de ensino. In Actas do VII Colóquio sobre questões curriculares (III Colóquio Luso-Brasileiro) Globalização e (des)igualdades: os desafios curriculares. CIEd. Disponível em: http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/5915/1/3018.pdf (Acedido em Abril de 2007)

Gomes, Maria João (2005). Blogs: um recurso e uma estratégia pedagógica. In Actas do VII Simpósio Internacional de Informática Educativa, Portugal: ESSE Leiria. pp. 311-315. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/4499/1/Blogs-final.pdf (Acedido em Março de 2007)

Gomes, Maria João; Silva, Ana Rita (2006). A blogosfera escolar portuguesa: contributos para o conhecimento do estado da arte. In Prisma – Revista de Ciências da Informação e da Comunicação do CETAC. NO. 3. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/5674/1/16_maria_joao_gomes_e_ana_rita_silva_prisma.pdf (Acedido em Abril de 2007)

by Romana Maciel

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“Blogs”, uma sugestão de leitura

Abril 14, 2007 · Deixe um comentário

Blogs é um livro de Paulo Querido e Luís Ene, editado em 2003 pelo Centro Atlantico.pt.

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A obra constitui uma reflexão sobre weblogs, traduzindo a sua linguagem, através da abordagem histórica e contextualizada do seu desenvolvimento, evidenciando o interesse em promover esta ferramenta de comunicação electrónica. Assim, apresenta os capítulos: da teoria à prática, como fazer um blog, entrevistas a bloggers, guia de blogues… Boa leitura ;)

by Romana Maciel

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Afinal, o que é o blog?

Abril 13, 2007 · Deixe um comentário

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O blog começou por ser pequeno, mas logo cresceu rapidamente, post a post, até ser aquilo que hoje é, um longo registo de pequenas recordações de duvidosa importância. Foi isto que o seu dono pensou, e ponderou até apagá-lo, mas era um homem muito esquecido, e o diário tinha uma memória extraordinária. (in Querido e Ene, 2003: 8 )

O blog é uma abreviatura do termo inglês weblog, assumindo, na grafia portuguesa, a designação de blogue (AAVV, 2005 in Gomes & Lopes, 2007: 117). Os blogues são páginas web dinâmicas, que incluem conteúdos em diversos formatos multimédia e os registos escritos do autor, que correspondem às suas reflexões, além dos comentários a esses conteúdos e reflexões, por parte de outros utilizadores.

A informação é organizada de forma cronológica, definindo uma linha de tempo da mensagem (post) mais recente para a mais antiga, disponibilizando um índice e hiperligações para outros sites (Barbosa & Serrano, 2005; Bitencourt, 2005; Carvalho et al., 2006; Gomes & Lopes, 2007; Querido & Enes, 2003)

ffff

Referências bibliográficas:

Bitencourt, Jossiane (2005). O que são blogs?. Brasil: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Disponível em: http://penta3.ufrgs.br/PEAD/Semana01/blogs_conceitos.pdf (Acedido em Abril de 2007)

Carvalho, Ana Amélia A.; Pereira, Luis; Cruz, Sónia (2006). Blogue: uma ferramenta com potencialidades pedagógicas em diferentes níveis de ensino. In Actas do VII Colóquio sobre questões curriculares (III Colóquio Luso-Brasileiro) Globalização e (des)igualdades: os desafios curriculares. CIEd. Disponível em: http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/5915/1/3018.pdf (Acedido em Abril de 2007)

Gomes, Maria João; Lopes, António Marcelino (2007). Blogues Escolares: quando, como e porquê? In Actas da Conferência Weblogs na Educação – 3 testemunhos, 3 experiências. Setúbal: Centro de Competências CRIE da ESE de Setúbal. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/6487/1/gomes2007.pdf (Acedido em Abril de 2007)

 Querido, P. e Ene, L. (2003). Blogs. Lisboa: Centro Atlântico.

by Romana Maciel

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Blogfolios

Abril 13, 2007 · Deixe um comentário

O Bloguefolios é um blogue bem concebido sobre portefólios na educação e sobre educação… recomenda-se! ;)

by Romana Maciel

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Um site interessante e útil sobre Portefólios….

Abril 13, 2007 · Deixe um comentário

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Um site com diversos apontadores (em português e Inglês), com muita informação sobre os portefólios em contexto educacional. Dos apontadores que visitei, achei particularmente úteis os artigos Avaliação por portfólio em Tecnologia Educativa e Portfolios: para uma avaliação mais autêntica, mais participada e mais reflexiva.
Ambos os artigos evidenciam a importância do portefólio na avaliação (embora o primeiro aborde o portefólio do professor e o segundo o portefólio do aluno), nomeadamente ao nível da participação e reflexão contínua da actividade desenvolvida por professor e alunos, promotora da auto e heteroavaliação.
Os portefólios apresentam uma reconhecida vantagem em relação a outras formas de avaliação pois pressupõem a organização estruturada de modo faseado e, assim, permitem avaliar não apenas o produto mas todo o processo de aprendizagem, incluindo, além da tradicional avaliação sumativa, a avaliação de diagnóstico e a avaliação formativa.

Leia também Reflexoes sobre portefólios digitais

by Romana Maciel

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Reflexões sobre portefólios digitais…

Abril 13, 2007 · 1 Comentário

Vivemos hoje na denominada era da informação, pautada por um novo modelo sócio-técnico, resultante do facto da sociedade em geral transformar a tecnologia, sobretudo no caso da Internet e, simultaneamente, o facto da Internet transformar a sociedade, através da alteração do modo como comunicamos (Castells, 2004). Essa transformação acarreta novas necessidades, competências e, consequentemente, novas exigências impostas pela sociedade contemporânea à educação e à escola.

Nesse sentido, a participação activa e interventiva dos agentes de educação (nomeadamente alunos e professores) no processo educativo e de aprendizagem, insurge como categórica, no contexto de uma reforma curricular que “(…) se perdeu na funcionalização docente em virtude da impossibilidade de introdução de uma metodologia de ensino mais activa devida às condições escolares adversas e na contradição permanente entre discursos e práticas” (Pacheco, 1997: 34)

Apesar do aparente consenso que parece existir no reconhecimento dos portefólios como estratégias promotoras da aprendizagem por parte de investigadores, professores e restantes intervenientes educativos (Tosh & Werdmuller, 2004), a sua utilização é ainda restrita no contexto educacional e nas nossas escolas. (Soeiro & Silva, 2005)

Este post explora a ideia de que os portefólios se apresentam como ferramentas com fortes potencialidades educativas, no contexto de renovadas filiações epistemológicas da cognição, da didáctica e da tecnologia educativa, que reflectem uma mudança de paradigma.

O construtivismo é o paradigma alternativo ao objectivismo , que define a aprendizagem como um processo activo de construção em vez do tradicional objectivismo inerente ao processo de aquisição de conhecimentos, transmitidos pelo professor ou pelas máquinas de ensinar de Skinner (1972). Nesse sentido Coutinho (2005: 1) refere que o aluno “ passa de um processador de conhecimento, papel que lhe ortogava o cognitivismo, para um construtor do conhecimento”.

Centrar o processo de aprendizagem no aluno tem repercussões na interacção entre professor, aluno e saber (Moderno, 1992), delegando ao professor novas funções de tutor/orientador, no sentido da criação de condições que facilitem a construção do conhecimento por parte dos alunos. Este último aspecto reveste-se de grande importância dado que a aprendizagem individualizada, contextualizada na abordagem construtivista, não deve ser confundida e concebida sob o ponto de vista do isolamento social dos seus intervenientes mas antes como um modelo social que encontra na Internet o suporte adequado à sua difusão (Castells, 2004), onde “intervêm outros alunos, o professor, o contéudo (currículo) e o contexto de aprendizagem.” (Coutinho, 2005: 1)

Nesse sentido, os portefólios digitais promovem a construção do conhecimento individual e/ou colaborativo, que pressupõe a participação activa do aluno na construção do conhecimento.

Um portefólio digital (eportfolio) é um repositório que constitui uma base de dados de informação da web, que utiliza os media (documentos em formato digital diverso, como word, video, música, animações, entre outros) e serviços electónicos (como o email, o chat, o blogue, etc). Deste modo, o aluno que “não é mais orientado pelo dispositivo, mas que se orienta no dispositivo” (Oliveira e Blanco, 2000: 252), constrói e mantém o seu repositório digital, através do qual demonstra as competências adquiridas, recebe o feedback do professor e colegas e, assim, reflecte acerca da sua aprendizagem (Tosh & Werdmuller, 2004).

O portefólio em formato digital assemelha-se a uma página Web, diferindo apenas no que se refere ao seu carácter pessoal, ou seja, o portefólio é um repositório pessoal composto, no âmbito educativo, por items de trabalho, comentários de aluno/professor/outros alunos, feedback e reflexões.

Possibilitando o acesso permanente a esta base de dados, os portefólios digitais implicam, além da construção, a sua manutenção através da organização e reorganização dos conteúdos no decurso da aprendizagem, na criação de diferentes pontos de vista, em função da audiência ou ainda na criação de uma nova discussão (Tosh & Werdmuller, 2004), ou seja, a significação é construída através de um processo dinâmico de experimentação, da organização e reorganização dos conteúdos, no contexto da construção do conhecimento. (Dias, 2000)

O desenvolvimento e manutenção do portefólio e das suas actividades evidencia as potencialidades dessa estratégia na construção do conhecimento individual e colaborativo do aluno, na medida em que se baseia no produto final mas também no próprio processo de aprendizagem, decorrendo daí vantagens, nomeadamente no que se refere à avaliação, sobre a qual me irei debruçar numa próxima postagem!

ssss

Referências bibliográficas:

Castells, Manuel (2004). A Galáxia Internet: reflexões sobre Internet, negócios e sociedade. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Coutinho, Clara P. (2005). Construtivismo e investigação em hipermédia: aspectos teóricos e metodológicos, expectativas e resultados. In J. BARALT, N. CALLAOS & B. SANCHÉZ (Eds) Memórias da 4ª Conferência Iberoamericana en Sistemas, Cibernética e Informática – CISCI 2005, Vol I, Orlando, FL, pp. 68-73. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/4386/1/CISCI%202005.pdf (Acedido em Fevereiro de 2007)

Dias, P. (2000). Hipertexto, hipermédia e media do conhecimento: representação distribuída e aprendizagens flexíveis e colaborativas na Web. Revista Portuguesa de Educação. 13 (1), 141-167. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/497/1/PauloDias.pdf (Acedido em Janeiro de 2007)

Moderno, A. (1992). A Comunicação Audiovisual no Processo Didáctico. No ensino e na formação profissional. Aveiro: Tipave.

Oliveira, Lia Raquel; Blanco, Elias (2005). A propósito de elearning e de campus virtual. In Actas da IV Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação – Challenges. Braga: Universidade do Minho. Disponível em: http://www.nonio.uminho.pt/challenges/05comunicacoes/Tema2/09LiaOliveira.pdf (Acedido em Dezembro de 2006)

Pacheco, J. (1997). Currículo: Teoria e Práxis. Porto: Porto Editora.

Tosh, David; Werdmuller, Ben (2004). ePortfolios and weblogs: one vision for eportfolio development. Disponível em: http://eduspaces.net/dtosh/files/7371/16864/ePortfolio_Weblog.pdf (Acedido em Abril de 2007)

 

 

 

by Romana Maciel

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Teachertube

Abril 13, 2007 · Deixe um comentário

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Andava nas minhas pesquisas pela Internet e deparei-me com esta novidade (pelo menos, para mim!) um youtube só para professores. Apesar de ainda muito limitado em número de vídeos, constitui mais uma ferramenta útil para professores/formadores. Divirtam-se! :-)

by Romana Maciel

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Educação a distância…

Abril 5, 2007 · Deixe um comentário

Encontrei este vídeo no Youtube e achei muito interessante e adequado para o primeiro post porque penso que retrata o ensino a distância e as suas potencialidades utilizando analogias bastante engraçadas.
Concordo com a autora que o desenvolvimento do ensino à distância, na perspectiva do e-learning, poderá ser, como foi outrora a queda do muro de Berlim, uma vitória para a Humanidade, pois ao quebrar a barreira da distância física, traça um percurso em direcção à liberdade… de informação, de expressão de ideias, numa perspectiva construtivista da educação.

by Romana Maciel

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Quem sou

Abril 4, 2007 · 2 Comentários

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Chamo-me Romana Maciel, sou de Vila Nova de Cerveira (Alto Minho), licenciada em Geografia – Ramo Educacional pela Universidade do Porto, estando a frequentar o Mestrado em Educação – Tecnologia Educativa, na Universidade do Minho. Para mais informações, visite o meu site pessoal ;-)

zonino-envelope.gif  romanaserra@hotmail.com

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Bem-vindo(a)!

Abril 4, 2007 · Deixe um comentário

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O blogue NeoTec_edu surgiu no âmbito do Mestrado em Educação, Especialização em Tecnologia Educativa, da Universidade do Minho, na disciplina de Educação à distância, leccionada pela Doutora Maria João Gomes. Actualmente, este blogue pretende dar suporte ao portal Planetageo.

Este blogue visa, desse modo, promover a integração das novas tecnologias no processo de ensino e aprendizagem, constituindo um espaço de colaboração entre professores com base na discussão e reflexão sobre diferentes assuntos relacionados, através da identificação, publicação e descrição de textos, livros, sites de interesse, vídeos, imagens, entre outros. Participe!

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