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Animação sobre o paradoxo Internet

Maio 3, 2007 · 1 Comentário

Save the Internet é uma animação flash, que retrata o carácter paradoxal da Internet, evidenciando as suas potencialidades e perigos inerentes…

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«Ver animação

A Internet assenta numa cultura baseada em valores de cooperação e liberdade, no sentido da livre circulação e acesso à informação, e no que se refere à liberdade de expressão, possibilitando um conhecimento mais profundo e significativo da realidade, que integra diferentes abordagens da realidade social.

Este facto denota as potencialidades da Internet no contexto de uma educação verdadeiramente democrática, dado que permite a participação num debate contínuo, como afirma Castells, sem ficarmos paralisados por ele, permitindo a “sua reconfiguração numa rede própria de afinidades e objectivos e a sua [eventual] reestruturação” (Castells, 2004: 172)

No entanto, é fundamental compreender o carácter ambíguo da Internet (Pons, 1994, Castells, 2004) e, nesse sentido, considerar a possibilidade desta aumentar o fosso que separa os ricos dos pobres em consequência das desigualdades de acesso às novas tecnologias da informação e comunicação. Assim, atendendo ao facto da literacia digital possibilitar oportunidades económicas e um importante capital cultural, conclui-se que a Internet constitui um instrumento de inclusão e exclusão social.

Além do aspecto inerente às referidas formas de controlo económico e social no ciberespaço, o paradoxo da Internet é ainda visível no que diz respeito ao poder político. Embora inicialmente concebida sob os princípios da liberdade, Castells (2004) corrobora a opinião de Lawrence Lessing (1999) de que as formas tradicionais de controlo governamental são hipoteticamente aplicáveis ao indivíduo ligado em rede, o que preconiza o fim da privacidade na Internet, observado no desenvolvimento de tecnologias de controlo, vigilância e investigação (Castells, 2004)

A proclamação da Internet como promotora da comunicação livre “depende bastante mais do contexto do que do processo” (Castells, 2004: 19) e, nesse sentido, a sua compreensão torna-se importante, sobretudo no contexto educativo e da educação à distância. A animação aqui apresentada propõe assim a reflexão e o debate em torno dessas questões, fomentando a consciencialização da sociedade em geral, particularmente dos educadores/formadores e restantes agentes educativos, fundamental à orientação da acção, individual e colectiva. Participe!

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Referências bibliográficas:

Castells, Manuel (2004). A Galáxia Internet: reflexões sobre Internet, negócios e sociedade. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Pons, Juan Pablo (1994). Para una Tecnologia Educativa. Barcelona: Horsori.

 

 

by Romana Maciel

Categorias: Educação a Distância

Educação Online: uma nova pedagogia?

Maio 3, 2007 · Deixe um Comentário

O quinto encontro Educação online: uma nova pedagogia?, decorreu no dia 1 de Outubro de 2005, tendo a sessão sido dedicada à reflexão sobre “Educação à distância”, abordando o tema da educação online sob a perspectiva integradora da inovação na aprendizagem.

Essas e outras questões foram assim debatidas por Vani Kenski, orientadora no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, autora do livro Tecnologias e Ensino presencial e à distância (2003), uma obra que propõe algumas soluções pedagógicas para a educação, sobretudo no campo da educação online, e directora do Site Educar na sociedade da informação, que disponibiliza esse debate através de gravações de audio, que aqui reproduzo!

icone_play.gif Introdução

icone_play.gif O que é educação? Como a educação escolar está sendo tratada?

icone_play.gif O erro do sistema escolar fechado em si mesmo

icone_play.gif Qual o impacto causado pelas tecnologias na educação?

icone_play.gif Qual a mudança na concepção da acção educacional?

icone_play.gif Duas maneiras de se pensar educação: tradicional X online

icone_play.gif Modelos de educação online

icone_play.gif Conclusão

by Romana Maciel

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E-learning: conceito

Maio 3, 2007 · Deixe um Comentário

Apesar de recorrente na literatura, o conceito de e-learning denota uma confusão conceptual, criada com o advento de outras terminologias relacionadas (Garrison, 2000).
Gomes (2005: 68) refere, a este propósito, que o e-learning “é frequentemente perspectivado como uma extensão da sala no espaço virtual da Internet”, o que dificulta a limitação da amplitude do conceito, na medida em que a disponibilização on-line de informação relativa à actividade pedagógica (como por exemplo, sumários de aulas, normas de avaliação, entre outros) é frequentemente e erradamente designada de e-learning.

O conceito de e-learning deve reportar-se a situações centradas na aprendizagem e diferencia-se da educação a distância. Decorre, uma diversidade de práticas pedagógicas que constituem situações de e-learning, tais como: situações de apoio tutorial ao ensino presencial (que não constitui um modelo de educação a distância);  situações de complementaridade entre actividades presenciais e à distância, designadas de blended-learning, e suportadas por serviços e tecnologias disponíveis na Internet.

Em termos conclusivos, é importante verificar que o e-learning, ao nível tecnológico, associa-se à Internet e seus serviços. Sob o ponto de vista pedagógico, ” […] implica a existência de um modelo de interacção entre professor-aluno (formador-formando), a que, em certas abordagens, acresce um modelo de interacção aluno-aluno (formando-formando), numa perspectiva colaborativa” (Gomes, 2005: 70).

É neste contexto que o e-learning é capaz de proporcionar novos modelos de educação/formação a distância, sustentados nas novas tecnologias da informação e comunicação da web e usufruíndo das suas potencialidades ao nível da interacção proporcionada, que permitem ultrapassar algumas das dificuldades associadas aos modelos de educação a distância anteriores.

Garrison, Randy (2000). Theoretical Challenges for Distance Education in the 21st Century: A Shift from Structural to Transactional Issues. International Review of Research in Open and Distance Learning, Vol. 1 No. 1. Disponível em: http://www.irrodl.org/index.php/irrodl/article/viewFile/2/22 (Acedido em Maio de 2007

Gomes, Maria João (2005). E-Learning: Reflexões em Torno do Conceito. In Paulo Dias e Varela de Freitas (orgs), Actas da IV Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação – Challenges’05, Braga: Centro de Competência da Universidade do Minho, pp. 229-336. Disponível em: http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/2896/1/06MariaGomes.pdf (Acedido em Maio de 2007)

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4ª Geração de Inovação Tecnológica?

Maio 3, 2007 · Deixe um Comentário

Como exposto no post anterior, as inovações tecnológicas têm repercussões nos modelos de educação a distância. Deste modo, o desenvolvimento dos media interactivos no final da década de 80 e início de 90, assume um papel crucial na renovação do pensamento comunicacional, dada ”a possibilidade de se estabelecerem interacções […], aliada a um outro conjunto de potencialidades disponíveis a partir de redes de computadores […] permite até considerar que estamos já no limiar de uma quarta geração de inovação tecnológica” (Gomes, 2003: 148)

A este propósito, Garrison (2000) alude a esta nova era em que vivemos, pautada pela difusão das NTIC e das ferramentas de código aberto (open source) e dos repositórios de livre acesso e fundamenta assim, de certo modo, a legitimidade da designação “era colaborativa”, contrapondo-a à “era industrial”.

Esta quarta geração, designada por web learning, e-learning, online learning ou, como designa Gomes (2003), aprendizagem em rede, é caracterizada pelos multimédia interactivos, que permitem que o utilizador proceda à sua alteração e/ou reconstrução e ainda a possibilidade de imersão em ambientes colaborativos de trabalho.

Essas potencialidades inerentes aos media interactivos detêm impacto no campo das ciências cognitivas e da educação, nomeadamente na educação a distância, uma vez que o paradigma construtivista ganha força, constituindo o paradigma alternativo à tradição objectivista, supondo que “o significado não existe no mundo independentemente de nós mas, pelo contrário, é imposto por nós ao mundo” (Pereira, 1994: 154), através da experiência.

Neste contexto, a tónica é colocada na flexibilidade cognitiva do indivíduo e, assim, na multidimensionalidade das representações e perspectivas conceptuais, que favorecem a transferência desse conhecimento para novas situações e contextos. Desse modo, a significação é construída através de um processo dinâmico de experimentação, da organização e reorganização dos conteúdos (Dias, 2000)

O modelo pedagógico inerente é assim centrado no aluno, e fomenta o conhecimento individual e o colaborativo, implicando em ambos os casos um processo de negociação, contextualmente situado e investido de uma dimensão social na partilha e/ou colaboração do conhecimento (Jonassen, 1981), respectivamente.

Wilson Azevedo, director da Aquifolium Educacional e ex-director do Conselho de Ética da Associação Brasileira de Educação a Distancia (ABED), procede a uma argumentação mais detalhada, neste podcast.

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Referências bibliográficas:

Dias, P. (2000). Hipertexto, hipermédia e media do conhecimento: representação distribuída e aprendizagens flexíveis e colaborativas na Web. Revista Portuguesa de Educação. 13 (1), 141-167. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/497/1/PauloDias.pdf (Acedido em Janeiro de 2007)

Garrison, Randy

(2000). Theoretical Challenges for Distance Education in the 21st Century: A Shift from Structural to Transactional Issues. International Review of Research in Open and Distance Learning, Vol. 1 No. 1. Disponível em: http://www.irrodl.org/index.php/irrodl/article/viewFile/2/22 (Acedido em Maio de 2007)  

 

 

Gomes, Maria João (2003). Gerações de Inovação Tecnológica no Ensino a Distância. In Revista Portuguesa da Educação, Braga: universidade do Minho, Instituto de Educação e Psicologia, 16(1), pp. 137-156. Disponível em: http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/496/1/MariaJoaoGomes.pdf (Acedido em Maio de 2007)

Gomes, Maria João (2003). Gerações de Inovação Tecnológica no Ensino a Distância. In Revista Portuguesa da Educação, Braga: universidade do Minho, Instituto de Educação e Psicologia, 16(1), pp. 137-156. Disponível em: http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/496/1/MariaJoaoGomes.pdf (Acedido em Maio de 2007)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jonassen, David. H. (1981). What are cognitive tools? USA: University of Colorado. Disponível em: http://www.cs.umu.se/kurser/TDBC12/HT99/Jonassen.html (Acedido em Janeiro de 2007).

Pereira, D. (1994). A reforma perspectivada segundo as novas tecnologias. Revista de Educação, volume IV, 1/2, pp. 153-164.y Romana Maciel

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